VERSOS DA MADRUGADA  

Todos os sentimentos me fazem olhar para o céu... Todas as coisas do mundo me interessam...



Nome:Tereza Amaral Idade:39 anos Cidade:Feira de Santana Escrevo a vida, nada mais que sentimentos que me tomam como um beijo arrebatador, as palavras me beijam se soltam para retornar aos corações daqueles que estão vivos...pronunciam meu íntimo sem nenhum pudor, me remetem aos suspiros e lágrimas e se vão ao vento...para tocar quem as lê.

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Aleilton lança romance na Academia Brasileira de Letras



O escritor Aleilton Fonseca, professor de Literatura da Universidade Estadual de Feira de Santana, lança, quarta-feira (02), no Rio de Janeiro, o livro ¿Nhô Guimarães¿. A obra, conforme explica o autor, é um romance-homenagem a Guimarães Rosa, que esta semana é festejado pela Academia Brasileira de Letras com a realização de exposição.

A narrativa tem como personagem uma sertaneja ¿experiente¿, explica Aleilton Fonseca, que conta as passagens de Guimarães Rosa pelas Gerais e as próprias histórias de vida, ¿numa prosa que bebe profundamente no imaginário e na cultura do sertão¿. O autor salienta que, na visão da sertaneja, "o melhor mesmo da história é o capricho da prosa; trata-se de uma autêntica personagem rosiana¿

O romance, publicado pela Editora Bertrand Brasil, é ilustrado pelo artista plástico feirense Juraci Dórea, com temas sertanejos característicos, de acordo com o enredo do livro. O lançamento está previsto para as 18h30min, no saguão do Centro Cultural Brasil, anexo ao prédio da Academia Brasileira de Letras. Em breve, o romance ¿Nhô Guimarães¿ será lançado em Salvador e em Feira de Santana.



Fonte : Assessoria de Comunicação/Uefs
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  posted by TEREZA CRISTINA @ 8:10 PM

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Julho 31, 2006  

 


Meus sonhos na areia

O mar sempre exerceu um imenso fascínio sobre mim, quando criança íamos à praia uma vez ao ano, ainda assim não era todos os anos que eu tinha essa alegria... Meu pai não gostava de mar e areia, mas ele sabia o quanto eu e minha mãe gostávamos, por isso sempre dava um jeitinho de ir pra ficar nos olhando de longe...
A viagem era cansativa, num jeep de um tio ou na "rural" do outro... eu amava tudo aquilo! Não tínhamos casa na praia, então só podia mesmo aproveitar o dia e voltar para casa. Meu pai era caminhoneiro e levava sempre uma câmara de ar de um pneu....
Eu nem queria comer pegava o meu " barco preto" e ia explorar o grande oceano... Na areia escrevia tudo que me vinha á cabeça e achava mágico a onda apagar todos os meus pensamentos...acho que ela queria que eu escrevesse outras coisas e levou tudo que eu escrevi... é por isso que eu sempre olho para o mar e sinto que estou nele...
Eu nem imaginava que um dia iria existir algum lugar que se pudesse escrever que não fosse papel e areia! Construi todos os meus mundos na areia, não fiz castelos talvez porque não tive acesso aos contos de fadas... Fiz casas com piscina, verdadeiras mansões! Retratei paisagens cujas cores apenas eu enxergava... fiz diversos bonecos, mulheres e homens... Engraçado a gente raramente desenha crianças! Eu me via adulta nos meus bonecos de areia com meu grande amor... Acreditava cegamente que iria encontrar alguém que me levasse para a praia como meu pai fazia com minha mãe... Meus sonhos infantis foram todos construídos em areias...
Não tínhamos medo de nada, a preocupação da minha mãe era com a possibilidade de afogamentos, mais nada...O sol era nosso amigo, não me lembro de protetores, ainda sinto o cheiro do " óleo de bronzear" que minha mãe levava e que durava de um ano para o outro!!!!
A saudade daqueles dias me dói muito ainda... principalmente porque meu pai não está mais entre nós... Quando retorno ao mar o meu maior prazer é sentir a areia nos pés, quando isso acontece, eu tenho de volta meus sonhos de criança em companhia dos meus primos, meus bonecos amantes e felizes, meus primeiros escritos, meu barco e minha casa com piscina... Todos eles retornam com uma magia indescritível!
Um dia voltarei a fazer novos escritos na areia e construir novos sonhos... quem sabe a onda os leve para Deus.

Tereza Amaral

  posted by TEREZA CRISTINA @ 6:22 PM

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Julho 30, 2006  

 


A LUA E EU

Através da lua que vejo o mundo
Enigmático e dramático
Um surto de palavras na madrugada
Contos ousados
Casos passados...
A lua e eu numa metamorfose
Frases que tento rimar
Folhas e morcegos
Em versos livres
Noites sem relógio
Sem tempo e medida
Vida notívaga
Luar de todo canto
Silencio que os poetas entendem
Vinhos e papos
De cima eu vejo a mim mesma..
O mundo vivo como o dia...
Romances e sonhos
Saudade de noites de luar...
Rabiscos de escritor
Lua e noite
Gritos de dor...
Ilusões...
Orgasmos
Milagres
Sonhos
Orações
Criações
Meu mundo e o teu...
Seus olhos
A lua e eu.

Tereza Amaral

  posted by TEREZA CRISTINA @ 11:05 PM

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Julho 27, 2006  

 

Zilka Salaberry saudades da avó dos nossos sonhos infantis



Estive pensando... não gosto muito quando páro para pensar tanto sobre tudo! Mas durante a edição de um novo texto para as crianças no meu blog ERA UMA VEZ.... me dei conta que não tenho lembranças da minha avó, ela faleceu quando eu ainda não tinha me metido na vida da minha mãe... Parei agora para falar das coisas que penso vez por outra... E quero compartilhar com vocês os meus pensamentos.

VIDA SEM AVÓ

Vida sem avó é vida sem lembranças doces...Sem férias lobatianas... sem sítio pra ficar...
Vida sem avó não é moleza...não tem a quem pedir socorro, não tem a quem se queixar...
Vida sem avó é um colo a menos... É não ter histórias antigas na memória...
Vida sem avó é não poder nunca perceber que as histórias da mãe estavam pela metade, meio mal contadas...
Vida sem avó é ida, por que o V de vó é a própria vida...
Vida sem avó é não saber das traquinagens da mãe e do pai...
Vida sem avó é não ter acesso a duas vidas...
Vida sem avó é nó na garganta quando se tem lembranças dela, do seu cheiro...
Vivo sem avó desde que nasci...vivo assim...
Querendo ser Narizinho...
Tem uma foto dela na muldura antiga...
Então fico pensando como seria vida com avó...
Acho que seria como no mundo de Lobato...
No ato eu teria mais fatos para contar aqui.
Vida sem avó é assim, faltam histórias de nós, faltam lembranças...
Falta bolo, doce feito em casa, falta muito de mim.


  posted by TEREZA CRISTINA @ 11:23 PM

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Julho 24, 2006  

 

Cachoeira do Itiquira.
PhotoID: 2003la-1106-048d. Date: November 2003. Film: Digital.


CACHOEIRA

Não sabes o que produz a música da queda livre de uma cachoeira que se acalma no rio...
Sentei-me numa canoa à sombra de uma árvore com corpo de mulher e fiquei a contemplá-la... Ainda não posso ver muito pois o sol a quem pertence o segredo dos teus sentimentos escondeu-se por trás da queda d´ água... por obra e arte de dedos vagabundos.

Tereza Amaral


  posted by TEREZA CRISTINA @ 10:36 PM

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Julho 22, 2006  

 


I BELIEVE I CAN FLY

Ah! essa minha vida com sabor de doce leve de pêssego
roda de amigos no final de tarde de sexta - feira...
Dia de feira com rostos amassados de lençol
Essa vida raly da qual me aventuro
Ora claro, ora escuro...
Ah...vida de histórias secretas
Vida de metas ousadas da cor de carmim
Dias inusitados, recheados de calda de chocolate
Saudade presente de outros episódios
Lembranças infindas despidas de ódios.
Vôo razante pela toca dos leões...
Investidas doidas de mulher cangaceira
Ah...vida faceira!
Vida de lados opostos de cenas comuns
Façanhas e marcas de calos nos pés
Vida de pássaro ... Vida dos rastejantes
Sonhos e crenças de romeiro...
Vontade de sobrevoar o mundo inteiro
Devaneios de gente que quer asas
Vida de amar...
E nessa vida de letras pintadas
Eu acredito que posso voar!

Tereza Amaral


  posted by TEREZA CRISTINA @ 10:37 PM

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Julho 5, 2006  

 



REFLETINDO A NOSSA DERROTA


Por mais que o nosso patriotismo esteja em baixa, gostamos de cantar o hino, muitos até se atrapalham nas palavras, mal sabemos o que significam, mas isso não importa! Vestimos o verde-amarelo, mas não como uma simples camisa nova, mas como esperança nova de vitória, uma vitória de todos os dias, de cada um de nós! O Mundial é nosso projeto patriótico, um ideal que partilhamos aos milhões, por mais que alguém diga "que esse negócio é perda de tempo" "futebol é ópio" e daí? Queríamos mesmo nos embriagar de felicidade, ver o Brasil campeão do mundo, já somos campeões de desemprego, fome, corrupção e violência! Queríamos sair bem nas fotos, nas manchetes dos jornais! Todos merecem? Sim!Todos merecem! Gloriosos são os que fazem por merecer! Nós não fizemos, deixamos o "barco correr"! A nossa vida e luta diária estava lá na TV e mais uma vez perdemos! Nos enganamos e deixamos o estrelismo nos cegar...somos ainda os melhores do mundo eu sei! Precisamos de mais estrelas!!! Desejávamos mais! Desejamos tantas coisas... um país melhor, dias melhores...Voltamos para casa com a maior de todas as lições: É preciso ter humildade para buscar estrelas, é preciso não perder o espírito de luta, é preciso não subestimar...afinal todos querem uma estrela.
O Brasileiro conhece bem o que é luta e sacrifícios e vence sempre, conquista a cada dia mesmo estando no caos... por essa razão não aceitamos desânimo ...Voltamos para casa, essa casa tão desarrumada e problemática, mas temos que lembrar sempre de vestir a camisa verde-amarela em outros tantos jogos, alguns deles conhecemos tão bem...As eleições que virão não estarão mais nas mãos de Carlos Alberto Parreira, muito menos nas chuteiras dos jogadores, mas nas mãos de todos os milhões de torcedores deste país de vinte e três estrelas!!! Vamos refletir o que faltou aos nossos jogadores e recomeçar... Vamos refletir agora sobre os nossos próprios erros das dezenas de anos passados e perseguir uma nova estrela, uma que realmente brilhe e nos torne vitoriosos! Não podemos escolher o técnico da Seleção Brasileira, nem determinar qual a melhor escalação, mas, os nossos governantes sim, podemos escalar! Formar um time ao nosso gosto! Afinal esse time que escalamos perdeu em todas as partidas e nos colocou entre os piores do mundo e essa derrota definitivamente não é da Seleção Brasileira!!!!.



Tereza Amaral

  posted by TEREZA CRISTINA @ 9:01 PM

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Julho 2, 2006  

 



O fim



Toda a manhã lhe vinha à sensação de repudio a realidade, ele não estava mais ali.
Resistia por alguns segundos à idéia da nova vida. Poderia morrer, mas era demasiada covarde ou corajosa para enfrentar a situação que completava exatos trinta dias.
O café da manhã era um ritual funesto, as lagrimas davam-lhe um sabor agridoce. A pressa cotidiana e os beijos não mais existiam. À noite a leitura era interrompida pela saudade e os pensamentos a levavam para os melhores momentos já vividos. Ouviu barulho na cozinha, levantou-se assustada, vestiu o roupão atoalhado e caminhou em passos silenciosos, o coração disparado, os olhos buscavam o interruptor, mas o medo não a deixava encontrar.
Uma mão pesada tapou-lhe a boca e apavorada permaneceu imóvel, tão próxima aquele corpo, foram segundos de desespero e novamente lembranças aleatórias da infância, da adolescência, do seu amor que fora embora. Ela nunca quis viver tanto como naquele momento, ainda tentou se desprender, mas foi em vão. E mais uma vez movida pela coragem de morrer ou pela covardia de não lutar se rendeu. Aquietou-se e chorou conformada esperando o fim.
A mão afrouxou-lhe a boca e segurou seu queixo projetando-o para trás como se fosse lhe contar um segredo e disse:
- Eu te amo.


Tereza Amaral


  posted by TEREZA CRISTINA @ 3:35 PM

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